terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


A poeira jogada embaixo do tapete. Foi assim que me senti naquele momento. Não havia palavras que poderiam me confortar, o “alguém tá com ciúmes aqui” se repetia na minha mente como se estivesse gravado em algum lugar, e eu apertasse o play a todo instante sem querer. Eu não podia chorar, seria ridículo, eu assumiria que ainda o amo na frente de todos, até mesmo na frente da talvez atual ficante dele, e como disse Clarice Lispector: “Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore. Seu coração não bateu no peito, o coração batia oco entre o estômago e os intestinos.”


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